É possível ser feliz. Não é fácil, mas é possível.
Nesta seção estarei apresentando, passo a passo, como combater os pontos que nos enfraquecem
para chegarmos a plena realização e a felicidade.
Boa leitura e espero estar contribuindo para a sua conquista de uma vida melhor e feliz
Parte XI
Amor por Si Mesmo
Amar a si mesmo dizendo a todos que se é fabuloso é apenas uma tentativa de atrair atenção e aprovação dos outros através de um comportamento ostensivamente presunçoso. Esta atitude é tão neurótica quanto o comportamento da pessoa sobrecarregada de auto-rejeição.
Essa atitude pretenciosa motiva-se pelos outros e tem como intenção obter as boas graças alheias indicando que a pessoa se avalia com base na imagem que os outros fazem dela. Se assim não fosse, a pessoa não sentiria a necessidade de convencer os demais sobre seu próprio valor.
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Amar a si mesmo significa gostar de si mesmo.
Não exige o amor dos outros, não há necessidade de convencê-los,
bastando a aceitação intrínseca de si mesmo, algo que nada tem a ver com os pontos de vista alheios. |
AS RECOMPENSAS POR NÃO AMAR A SI MESMO
Mas há quem escolha e prefira não se amar.
Por que alguém haveria de preferir não amar a si mesmo? Qual é a vantagem disso?
Embora doentios, os lucros existem e estão à disposição para serem avaliados. Eis então o ponto central da questão de aprender a ser uma pessoa plena - compreender porque alguns adotam comportamentos auto-destrutivos.
Por que terá você decidido dedicar-se a hábitos de auto-acusação, não importa quão sutis lhe pareçam?
Talvez porque seja simplesmente mais fácil adotar as opiniões alheias do que pensar com a própria cabeça. Mas há outros dividendos além deste. Preferindo não amar a si mesmo e tratando-se como indivíduo sem importância, sempre pondo os outros em primeiro lugar, você:
- Dispõe de uma desculpa intrínseca para o fato de não conseguir ter amor em sua vida (não merece ser amado). Essa desculpa constitui a compensação neurótica;
- Evita todo e qualquer risco que acompanhe o estabelecimento de relações amorosas, assim eliminando qualquer possibilidade de jamais sofrer rejeição ou desaprovação;
- Percebe que é mais fácil continuar sendo como é. Já que você, nada vale, não adianta tentar crescer, tornar-se melhor e mais feliz: a compensação está em permanecer o mesmo;
- Obtém piedade, atenção e mesmo a aprovação dos outros, o que constitui agradável substituto para o arriscado empreendimento que é envolver-se numa relação amorosa. A piedade e a atenção passam a ser suas recompensas auto-destrutivas;
- Dispõe de muitos bodes expiatórios convenientes, sobre os quais lança a culpa por seu próprio infortúnio. Você pode se lamentar, assim não fica obrigado a tomar qualquer iniciativa para melhorar a situação;
- Pode consumir seus momentos presentes numa série de mini depressões e evitar comportamentos que contribuiriam para torná-lo diferente. Sua auto-piedade servir-lhe-á de via de escape;
- Regride, voltando a ser uma criança boazinha, recorrendo aos remanescentes das respostas infantis para agradar à "gente grande" que você aprendeu a encarar como superiores. Regredir é mais seguro do que correr riscos;
- Pode reforçar seu comportamento de dependência em relação aos outros, tornando-os mais importantes do que você mesmo. Uma muleta é dividendo, embora possa chegar a machucá-lo;
- Será incapaz de assumir o comando de sua própria vida e vivê-la da maneira que quiser, simplesmente porque acha que não merece a felicidade pela qual anseia.
São esses os componentes do sistema de manutenção de seu auto-desprezo; constituem as razões pelas quais você prefere se apegar a velhos comportamentos e velhas maneiras de pensar. Acontece que é muito mais fácil, ou seja, menos arriscado, depreciar-se do que tentar erguer-se.
Mas lembre-se: a única constatação de vida está no crescimento e recusar-se a crescer e tornar-se uma pessoa que ama a si mesmo significa escolher algo semelhante a morte.
Armado com esses insights sobre seu próprio comportamento, você poderá começar a praticar certos exercícios mentais e físicos visando estimular o desenvolvimento de seu amor por si mesmo.
ALGUNS EXERCÍCIOS FÁCEIS DE AUTO-AMOR
A prática do amor por si mesmo inicia em sua mente: você deve aprender a controlar seu raciocínio. Conscientize-se o máximo que puder no momento presente das ocasiões em que você manifesta comportamentos auto-acusatórios. Se for capaz de se pegar em flagrante, você poderá a combater o pensamento que gera o comportamento.
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Digamos que você perceba que acaba de dizer algo assim como: "Não sou tão inteligente assim; acho que essa boa nota no trabalho foi questão de sorte". Faça soar imediatamente em sua mente o sinal de alerta:"Acabei de me comportar de maneira auto-depreciativa mas estou consciente disso agora e da próxima vez evitarei dizer essas coisas que tenho repetido a minha vida inteira".
A estratégia consiste em corrigir-se ostensivamente, através de uma frase mais ou menos assim: "Acabei de dizer que tive sorte, mas a sorte não tem nada a ver com isso. Tirei aquela boa nota porque merecia". Este será um pequeno passo em direção ao amor por si mesmo: identificar a auto-depreciação feita no momento presente e a decisão de agir de maneira diferente. |
Antes, você tinha um hábito; agora, tem a consciência de que quer ser diferente e tomou a decisão de se transformar. É como acontece ao se aprender a dirigir um automóvel : você acabará por desenvolver um novo hábito, que não requererá uma constante conscientização. Dentro em breve, você estará se comportando espontaneamente como uma pessoa que ama a si mesmo. Com a mente trabalhando a seu favor e não contra você surgem no horizonte excitantes atividades de auto-amo. Segue-se uma breve lista desses comportamentos que você poderá ampliar a medida que for conseguindo o senso de auto-estima baseado no seu próprio valor:
- Escolha novas respostas às tentativas dos outros no sentido de lhe dedicar amor ou aceitação; em vez de se mostrar cético, aceite-o com um "obrigado" ou "fico feliz por você se senti assim".
- Se você sente um amor verdadeiro por alguém, declare-o de maneira direta: "amo você". Eenquanto observa a reação, cumprimente-se por ter assumido o risco.
- No restaurante, peça alguma coisa de que realmente goste, sem se importar com o preço. Dê esse prazer a si mesmo, porque você o merece. Passe a escolher aquilo que você prefere, em todas as situações, inclusive no supermercado. Permita-se a satisfação de um artigo que lhe agrada, porque você o merece. Trate de abolir o hábito de se negar aquilo que o satisfaz, exceto quando for absolutamente necessário, o que é raro.
- Após um dia cansativo e uma refeição farta, tire um cochilo ou faça uma caminhada pelo parque, mesmo se tiver uma montanha de coisas para fazer; isso contribuirá para que você se sinta cem por cento melhor.
- Filie-se a uma organização ou dedique-se a uma atividade qualquer de seu agrado. É possível que você venha adiando uma decisão desse tipo porque é muito ocupado ou simplesmente não dispõem de tempo. Ao optar pelo amor por si mesmo e decidindo desfrutar, da vida, aquilo que você deseja, aqueles a quem você serve começarão a desenvolver um pouco de auto-confiança também. E você perceberá que os está servindo por escolha sua e não por obrigação.
- Elimine o ciúme admitindo que se trata de auto-depreciação. Ao se comparar com alguém e supor que você é menos amado que essa pessoa, você está considerando os outros mais importantes que você; está avaliando seus próprios méritos por comparação com os de outrem. Tenha em sua mente que:
(1) alguém sempre pode escolher outra pessoa sem que isso se reflita em você e
(2) quer você seja ou não seja escolhido por alguém importante, não é através disso que deve medir seu próprio valor. Se é assim que você raciocina, está se condenando à eterna insegurança pois viverá preocupado com a possível reação de seja lá quem for num determinado momento de um dia qualquer.
Se essa pessoa preferir outro a você, tal escolha refletirá o outro, não você. Se praticar o amor por si mesmo, quaisquer circunstâncias que antes lhe provocavam ciúme, virão a se inverter: você estará tão seguro de si que não precisará do amor ou da aprovação dos outros para se valorizar.
- Suas atividades de auto-amor devem incluir também novas formas de tratar seu corpo, como por exemplo: selecionar alimentos de elevado teor nutritivo, eliminar excesso ou falta de peso, dedicar-se a caminhadas ou passeios de bicicleta, dedicar-se a prática de exercício saudável, sair para gozar o ar puro porque isso é bom, e, de um modo geral, manter o corpo saudável e atraente. Desde que você queira ser saudável. Por quê? Porque você é importante e como tal vai se tratar. Qualquer dia inteiramente passado entre quatro paredes, ou dedicado à inatividade representa um voto contra si mesmo - a não ser que você realmente prefira estar entre quatro paredes; neste caso, trata-se de opção sua.
- Em termos sexuais, você pode se dedicar no desenvolvimento do seu amor por si mesmo. Ponha-se diante do espelho, despido, e diga a si mesmo o quanto você é atraente. Você pode entrar em sintonia com o seu corpo; explore sua sensualidade, presenteie com arrepios de prazer. Na companhia de outra pessoa, você também pode buscar sua própria gratificação sexual em vez de tornar o prazer do parceiro mais importante que o seu; é somente ao escolher a própria gratificação que alguém se torna capaz de proporcionar prazer. Se você não fica satisfeito, o mais provável é que seu parceiro também não fique. Além do mais, se você dá preferencia a si mesmo, isso faz com que o outro tenda a agir da mesma forma em relação a si mesmo. Você pode reduzir todo o ritmo do processo sexual, mostrando a seu parceiro, com atos e palavras, o que é que você gosta. Você pode decidir ter orgasmo, pode alcançar o ápice da experiência sensorial, convencendo-se de que o merece e entregando-se à fantástica comprovação desse fato. Por quê? Porque você merece!
- Você parar de equiparar seu valor ao desempenho que atinge em qualquer área. A pessoa pode perder o emprego ou fracassar em determinado projeto; pode não gostar do próprio desempenho em relação a isto ou aquilo - mas não significa que seja desprovida de valor. Você deve, para seu próprio benefício, saber que tem determinado valor, não importa que realizações consiga. Sem essa certeza, persistirá no erro de se confundir com suas próprias atividades. É tão absurdo fazer de seu valor próprio uma função de realizações externas quanto o é medir o valor próprio pelas opiniões alheias. Uma vez eliminada essa confusão, você poderá dedicar-se a todo tipo de empreendimento e seu resultado final - embora seja um dado importante para você - de maneira alguma determinará seu valor como pessoa.
Esses e muitos outros semelhantes são atos de pessoas que tem amor por si mesmas. É possível que represente, freqüentemente, o oposto das lições que você aprendeu a medida que se tornava adulto. Numa certa época, você foi o supra-sumo do auto-amor; quando criança, você tinha consciência instintiva de seu próprio valor.
Agora pense nas perguntas a seguir:
Você é capaz de se aceitar sem queixas?
Você é capaz de amar a si mesmo em todas as ocasiões?
Você é capaz de dar e receber amor? |
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São esses os pontos que você deve desenvolver; estabeleça metas próprias, no sentido de apaixonar-se pela mais maravilhosa, excitante e preciosa pessoa do mundo:
– VOCÊ! |
| Texto adaptado do Livro: “Seus pontos Fracos”
Autor: Dr. Wayne W. Dyer
Editora Record- 1976
Bom crescimento e
até a próxima edição!
Na próxima:
A busca pela aprovação. |
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